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🧡 Ver Ofertas na ShopeeAs ações da Petrobras registraram queda significativa na Bolsa de Valores nesta segunda-feira (10), um dia após a divulgação do balanço referente ao segundo trimestre de 2025. A reação negativa dos investidores foi motivada principalmente pelo valor dos dividendos anunciados, de R$ 8,66 bilhões, considerado abaixo das expectativas do mercado. Outro fator que influenciou a desvalorização foi a decisão da estatal de retornar ao setor de distribuição, seis anos após a venda da BR Distribuidora.
As ações ordinárias (ON) da Petrobras caíram 7,95%, enquanto as preferenciais (PN) recuaram 6,15%. O mau humor também impactou o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, que fechou em queda de 0,45%, aos 135,9 mil pontos. Sem o desempenho das ações da Petrobras, o índice teria apresentado alta de 0,39%.
Somente no pregão de ontem, a Petrobras perdeu cerca de R$ 32 bilhões em valor de mercado — a maior desvalorização diária desde 15 de maio de 2024, data em que o então CEO Jean Paul Prates renunciou ao cargo. O valor de mercado da empresa caiu de R$ 442,1 bilhões para R$ 410,2 bilhões, atingindo o menor patamar desde junho deste ano, quando havia recuado abaixo dos R$ 400 bilhões pela primeira vez em dois anos.
No mercado internacional, os certificados de ações (ADRs) da Petrobras negociados na Bolsa de Nova York (NYSE) também sofreram forte queda. Os ADRs das ações ordinárias caíram 7,34%, enquanto os das ações preferenciais recuaram 6,42%.
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) no valor total de R$ 8,66 bilhões. O anúncio foi feito logo após a companhia divulgar um lucro líquido de R$ 26,7 bilhões no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. No entanto, o lucro representou uma queda de 24,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
De acordo com a estatal, os proventos serão pagos em duas parcelas, em novembro e dezembro, e equivalerão a R$ 0,67192409 por ação ordinária e preferencial em circulação. Esse pagamento é uma antecipação da remuneração aos acionistas referente ao exercício de 2025, baseada no balanço do dia 30 de junho.
Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) são uma forma alternativa de distribuição de lucros que as empresas utilizam para remunerar o capital investido pelos acionistas, funcionando como juros pagos aos sócios sobre o valor aplicado, com vantagens fiscais na apuração do lucro e impostos.


















































































