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Crédito para a foto: Rosinei Coutinho/STF

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A pedido de Dino, Barroso Convoca STF para Referendar Decisão sobre Emendas Parlamentares

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, solicitou ao presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, a realização de uma sessão virtual extraordinária para que o plenário referende sua decisão sobre a retomada do pagamento de emendas parlamentares. A sessão terá início às 18h desta segunda-feira (2) e se estenderá até as 23h59 de terça-feira (3).

Decisão com Condições

Flávio Dino autorizou o pagamento de emendas impositivas, de bancada e de comissão, suspensas desde agosto, mas impôs condições rigorosas. Segundo a decisão, os gastos devem respeitar os limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal, ou seja, as despesas com emendas não poderão crescer mais que as discricionárias do Executivo ou ultrapassar o teto de gastos do governo federal.

A decisão segue alinhada ao projeto aprovado recentemente no Congresso, que regulamenta o pagamento de emendas dentro das regras fiscais. O STF agora decidirá, na sessão virtual, qual critério será mais adequado para controlar o crescimento das despesas. Dino ressaltou que o limite será definido pelo menor valor entre os critérios existentes, podendo ser mais rigoroso que o próprio arcabouço fiscal.

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As emendas parlamentares somente serão liberadas caso sigam critérios de transparência. Dino determinou que os repasses devem ser identificados no Portal da Transparência, incluindo os parlamentares responsáveis pelas indicações. O Executivo será responsável por avaliar se as emendas atendem aos parâmetros estabelecidos antes da liberação dos recursos.

A decisão impacta também pagamentos de emendas referentes aos anos de 2020, 2021 e 2022, que estão nos restos a pagar. A execução desses recursos depende da adequação às novas regras e da garantia de transparência, encerrando o chamado orçamento secreto, declarado inconstitucional pelo STF.

Dino determinou que a fiscalização das emendas de comissão (RP8) e de relator (RP9) continue em 2025. Novas auditorias poderão ser realizadas, e audiências públicas discutirão essas modalidades de emendas, extintas desde 2022.

O ministro destacou a falta de explicações do Congresso sobre a identificação dos autores das emendas de relator nos anos em que vigoraram. Dino relembrou debates entre os três Poderes durante audiências públicas e enfatizou a necessidade de rastreabilidade para evitar irregularidades no uso das verbas públicas.

A sessão do STF será determinante para consolidar as novas diretrizes e garantir a aplicação das emendas parlamentares de forma transparente e dentro das normas fiscais.

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