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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao Ministério da Justiça um pedido formal de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A medida foi tomada após a condenação da parlamentar a dez anos de prisão em regime fechado, por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na última sexta-feira (7), Moraes decretou a prisão definitiva de Zambelli, determinando também o trânsito em julgado da decisão e solicitando que o governo brasileiro formalizasse o pedido de extradição à Itália, país onde a deputada possui cidadania.
Zambelli está foragida desde o dia 4 de junho, quando deixou o Brasil sob alegação de questões de saúde e de uma luta pela liberdade de expressão. Após o decreto de sua prisão preventiva, a parlamentar anunciou que não pretende retornar ao país. Segundo aliados, ela teria saído dos Estados Unidos e está atualmente na Itália, acreditando estar protegida da Justiça brasileira.
No pedido enviado ao Ministério da Justiça, o ministro Moraes destaca que “a Sra. Carla Zambelli Salgado de Oliveira, de maneira livre, consciente e voluntária, comandou a invasão a sistemas institucionais utilizados pelo Poder Judiciário, mediante planejamento, arregimentação e comando de pessoa com aptidão técnica e meios necessários ao cumprimento de tal mister, com o fim de adulterar informações, sem autorização expressa ou tácita de quem de direito”.
O ministro também assegura garantias diplomáticas ao governo italiano, incluindo a promessa de que Zambelli não será submetida a penas cruéis ou tratamentos desumanos, conforme protocolos internacionais.
Na quinta-feira (5), a Interpol incluiu o nome de Carla Zambelli na lista vermelha de procurados, a pedido da Polícia Federal, seguindo determinação de Moraes para que fossem realizados os procedimentos necessários para tal inclusão. O pedido precisou ser aprovado por um conselho sediado em Lyon, na França, que verificou a ausência de motivações políticas, religiosas, raciais ou militares na solicitação.
Em sua decisão, Moraes afirmou que a saída de Zambelli do país tinha “claro objetivo de se furtar à aplicação da lei penal”, especialmente diante da proximidade do julgamento dos embargos de declaração contra sua condenação e da iminente perda do mandato parlamentar.
O ministro atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou que a Câmara dos Deputados seja notificada sobre a prisão da parlamentar. Caso Zambelli seja detida, caberá ao plenário da Câmara decidir sobre a manutenção da prisão, conforme previsto na Constituição.
Moraes ainda destacou que, após a condenação, Zambelli declarou a intenção de “insistir nas condutas criminosas, para tentar descredibilizar as instituições brasileiras e atacar o próprio Estado Democrático de Direito, o que justifica, plenamente, a decretação de sua prisão preventiva”.






















































