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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, que não precisa fazer esforço para que o presidente dos EUA, Donald Trump, saiba que ele é melhor que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) .
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“Eu nunca pediria ao Trump para não gostar do Bolsonaro. Isso é um problema dele. Não preciso fazer qualquer esforço para que ele saiba que sou melhor que o Bolsonaro. Ele já sabe disso” , comentou o petista.
A entrevista foi concedida à jornalista Marina Dias e publicada neste domingo (17) .
A relação Lula-Trump
A matéria destaca que Trump e Lula se conheceram rapidamente na Assembleia Geral da ONU, em setembro passado (dias após a condenação de Bolsonaro no STF pela trama golpista).
Desde então, os dois se encontraram mais duas vezes e conversaram por telefone em quatro ocasiões.
Trump demonstrou apreço por Lula, chamando-o de “dinâmico” e “esperto” . O governo americano também aliviou as taxas do “tarifaço” e suspendeu sanções impostas ao Brasil.
O lobby de Eduardo Bolsonaro nos EUA
O Washington Post relembrou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, mudou-se para os Estados Unidos no ano passado para “convencer Trump de que o pai dele era perseguido politicamente” .
Lula, no entanto, minimizou o impacto disso.
Preocupação com intervenção dos EUA na América Latina
A entrevista também abordou tensões recentes na região:
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Ataques militares dos EUA a navios no Caribe e no Leste do Pacífico
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A captura do presidente Nicolás Maduro na Venezuela
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Uma possível nova ação contra Cuba
Trump pressionou a região com a classificação de grupos criminosos locais como “organizações terroristas estrangeiras” , o que poderia abrir espaço para ações militares dos EUA.
Flávio Bolsonaro e aliados chegaram a pedir que o Brasil fosse considerado nessas medidas.
Lula, porém, rebateu:
“Os Estados Unidos não farão isso com o Brasil.”
Ele também afirmou que esse tipo de ação não é capaz de acabar com o tráfico de drogas.
Cenário eleitoral no Brasil
O texto menciona que as medidas do governo focadas no alívio da pressão econômica – como o Desenrola 2.0 e o fim da “taxa das blusinhas” –, somadas às acusações sobre Flávio Bolsonaro no caso Vorcaro, devem ajudar Lula na pré-campanha eleitoral.






















































