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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil pretende ampliar o conhecimento sobre suas reservas minerais e defender o controle nacional sobre terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia e indústria.
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A declaração foi feita durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no CNPEM, em Campinas (SP).
Segundo Lula, o Brasil ainda conhece apenas parte do potencial mineral existente em seu território.
“Estamos na era das terras raras, dos minerais críticos e não sei das quantas, e o Brasil só tem 30% de conhecimento do que tem nesse seu território imenso. E vai ter que fazer um levantamento de 100% do Brasil”, afirmou.
O presidente também mencionou o papel da ciência e da tecnologia no processo de mapeamento mineral e citou o Sirius como possível ferramenta de apoio às pesquisas.
Parcerias internacionais e soberania
Durante o discurso, Lula afirmou que o Brasil está aberto a investimentos estrangeiros e parcerias internacionais, mas ressaltou que o país pretende manter o controle sobre seus recursos minerais.
“Nós não temos veto a ninguém. Nós não temos preferência por ninguém. Aqui pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras críticas são nossas. A gente quer explorar aqui dentro”, declarou.
A fala ocorre em meio à disputa internacional entre Estados Unidos e China por minerais estratégicos utilizados em baterias, semicondutores, equipamentos eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética.
Reservas brasileiras
De acordo com dados mencionados pelo governo, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 23% das reservas globais. A China lidera o ranking, com aproximadamente 49%.
Apesar disso, a participação brasileira no mercado internacional desses minerais ainda é reduzida. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o país responde atualmente por cerca de 1% do setor.
Pesquisadores apontam que o avanço brasileiro na área depende de investimentos em ciência, tecnologia, infraestrutura e capacidade de processamento mineral.
Lula cita Trump e Xi Jinping
Durante o evento, Lula também mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping ao comentar a disputa internacional envolvendo minerais críticos.
“A gente vai ter que contar com a ciência, inteligência e conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faz com que o Trump deixe de brigar com Xi Jinping e venha se associar a nós, para que a gente possa explorar aqui”, disse.
Lula também relembrou a reunião realizada neste mês com Trump na Casa Branca. Segundo o presidente brasileiro, os dois discutiram temas ligados às terras raras e à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), proposta aprovada pela Câmara dos Deputados.
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