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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez circular entre parlamentares do Congresso Nacional que, se a pressão para dar início ao processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se tornar “insustentável”, ele também autorizará o processo contra outro ministro da Corte: André Mendonça. A informação foi revelada pela jornalista Ana Flor, da GloboNews.
A ameaça de Alcolumbre ocorre em meio à crise institucional deflagrada após Mendonça, relator do caso Master no STF, retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes apresentou um pedido para investigar Mendonça por supostos crimes cometidos na condução de inquéritos sob sua relatoria.
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Reunião de três horas entre Moraes e Alcolumbre
Antes de deflagrar sua ofensiva contra Mendonça, Moraes passou três horas reunido com Alcolumbre em sua casa no Lago Sul, em Brasília, na última quarta-feira (2), antes da sessão plenária do STF. A informação foi confirmada à equipe da coluna por três fontes que acompanham os desdobramentos da crise.
Alcolumbre é apontado nos relatórios de inteligência utilizados por Moraes em sua decisão como um dos “prováveis alvos” de direcionamento da investigação por Mendonça. Os documentos, no entanto, não apresentam prova e alertam que “qualquer uso externo” de seu conteúdo seria prematuro. Ainda assim, embasaram a decisão de Moraes contra Mendonça.
Fachin retira pedido do inquérito das fake news
O presidente do STF, Edson Fachin, retirou do Inquérito das Fake News, nesta sexta-feira (4), o pedido de Moraes para investigar Mendonça e submeteu o caso à presidência, comandada por ele. No mesmo despacho, Fachin deu cinco dias úteis para Mendonça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) elaborarem um parecer sobre as alegações de Moraes.
O Inquérito das Fake News completou, em 2026, sete anos e é alvo frequente de críticas pela demora em se encerrar o caso e por acusações de supostas violações à liberdade de expressão. O inquérito corre em sigilo desde sua instauração; por isso, o número completo de investigados e crimes envolvidos não é de conhecimento público.
Contexto da crise
A crise no STF teve início na terça-feira (1º), quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que revelou mensagens entre Vorcaro e Moraes, incluindo consultas do banqueiro sobre a possibilidade de deixar o país antes de ser preso. Em resposta, Moraes apresentou um pedido para investigar Mendonça por supostos crimes cometidos na condução de inquéritos sob sua relatoria.
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