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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA revista britânica The Economist publicou, nesta segunda-feira (31), um perfil do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) em que o compara ao presidente da Argentina, Javier Milei. O texto, intitulado “Could Latin America’s biggest democracy have a Milei moment?” (A maior democracia da América Latina poderia ter um momento Milei?), foi lançado no mesmo dia em que o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu parte da campanha do candidato.
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Paralelos com Milei
A publicação traça paralelos entre a trajetória de Renan Santos e a do presidente argentino, que assumiu o poder em 2023 com uma plataforma liberal radical. “Assim como Milei, ele é obcecado pela economia de livre mercado. Em 2014, fundou um grupo político, o Movimento Brasil Livre (MBL), para defender um Estado mínimo em um país com longa tradição de Estado grande”, escreve a revista.
A Economist também destaca que Renan, “tal como Milei, mistura seu dogmatismo com música rock, liderando uma banda que exalta as virtudes da competição e dos impostos baixos”. O texto lembra que o candidato começou a ganhar notoriedade durante as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, há exatos dez anos.
“Dark Horse” e perfil do candidato
A revista chama Renan Santos de “dark horse” (azarão) — expressão que indica um competidor de sucesso improvável. O artigo inicia com uma frase do próprio candidato: “Eu sou o maior orador da minha geração no mundo”, dita “só um pouco” em tom de brincadeira.
A reportagem descreve a sede do partido Missão como um ambiente “mais parecido com uma startup do que com a sede de um partido”, composto por programadores e estúdios para gravação de conteúdo. Renan descreve seus rivais como “infantis”, “patéticos” e “medíocres”.
A Economist destaca que Renan distancia o MBL do movimento MAGA (Make America Great Again, de Donald Trump) porque a legenda mantém um foco maior na economia, sendo contrária, por exemplo, à privatização da Petrobras.
Propostas e críticas
O texto também analisa o projeto de governo de Renan, descrito no Livro Amarelo do Missão, que propõe transformar o Brasil em uma potência em 30 anos com reformas estruturais inspiradas em países como Dinamarca e Alemanha. Entre as propostas estão a digitalização de prontuários médicos, o uso de inteligência artificial para reduzir filas em hospitais e a criação de metas de desempenho para políticos locais.
Apesar do apreço pelo liberalismo do candidato, a Economist classificou suas propostas para a segurança pública — como o slogan “Prendeu, Matou” — como “populismo”. A revista também cita seu elogio frequente a Nayib Bukele, presidente de El Salvador.
Mudança no título após decisão de Toffoli
Após a decisão de Dias Toffoli, que suspendeu parte da campanha de Renan Santos, a The Economist alterou o título da reportagem para “O candidato presidencial azarão que as autoridades brasileiras estão tentando proibir”. A publicação incluiu uma nota do editor para explicar a alteração.
A revista conclui dizendo que Renan Santos oferece à direita brasileira uma alternativa ao bolsonarismo, “algo de enorme valor”.



















































































