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Em entrevista ao UOL nesta sexta-feira (18), o senador Tasso Jereissati (PSDB) anunciou que votará contra a PEC da Gastança de Lula na forma como ela foi proposta pela equipe de transição do presidente petista eleito.
O parlamentar, que anunciou apoio a Lula em 2° turno, disse que a proposta do petista é “um absurdo” e criticou declarações do petista.
“Ninguém é contra o auxílio de R$ 600. Isso é absolutamente necessário, tem que ser feito e não se pode negar ao novo governo essa tranquilidade. Mas o que está proposto na PEC é muito mais do que isso. São recursos que vão nos levar a um caminho que ninguém tem noção onde pode acabar. Se essa PEC for do jeito que está aí, voto contra e peço aos meus colegas do PSDB que votem contra”, disse Jereissati.
A principal crítica do tucano se dá pela duração do auxílio previsto na “PECanha”.
“A obrigação do Congresso é dar ao novo governo condições de cumprir a promessa básica, de R$ 600, por um ano. E durante o ano que vem, com um novo Congresso, fazer essa discussão com plano mais amplo. Inclusive com um tipo de arcabouço fiscal que o governo pretende para segurar a trajetória da dívida”, afirmou o parlamentar.
O teto de gastos já foi quebrado, de acordo com o senador. Ele culpou o atual governo por essa situação. “Quem acabou com o teto foi Paulo Guedes”, disse.
Na entrevista, Jereissati ainda demonstrou preocupação com fala de Lula:
“Eu me posiciono com muita preocupação por vários aspectos desses últimos 10 dias. A primeira razão é o tom do discurso: ao invés de reconciliação nacional, que todos estamos esperando, viria um homem diferente para governar para todos brasileiros. Isso pode despertar ou acirrar ânimos em um país dividido”.