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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (6) que o Pix é uma infraestrutura crítica para o Brasil e defendeu que o sistema continue sob a gestão da autoridade monetária. A declaração foi feita durante participação no evento Blockchain Rio, em meio ao aumento do escrutínio internacional sobre o meio de pagamento instantâneo brasileiro.
“O Pix é estratégico e crítico para o Brasil, por isso deve ser gerenciado pelo BC”, disse Galípolo.
O dirigente também destacou a importância de garantir autonomia financeira ao Banco Central, por meio da proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso. Segundo ele, inovações como o Pix pressionam o orçamento da instituição e exigem investimentos contínuos para manter a qualidade do serviço.
“Há um custo para inovar. O BC precisa de um arcabouço que sustente as melhorias já implantadas no sistema e permita continuar entregando excelência à população”, afirmou.
A fala ocorre no momento em que o Pix é mencionado em investigações comerciais conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O órgão norte-americano alega estar analisando práticas “injustas, discriminatórias ou restritivas” no setor de pagamentos eletrônicos no Brasil. Embora o relatório mais recente do USTR não cite diretamente o Pix, ele foi mencionado explicitamente na edição de 2022 como uma das iniciativas que poderiam impactar empresas americanas no país.
Uma das hipóteses levantadas por analistas é que o avanço do Pix, desde seu lançamento em 2020, teria reduzido a dependência de bandeiras internacionais de cartão de crédito e de soluções de big techs, como o WhatsApp Pay. A ferramenta de transferências via cartão foi descontinuada no Brasil no fim de 2024, com a preferência do mercado recaindo sobre métodos mais populares, como o Pix.
Galípolo também abordou os desafios e oportunidades trazidos por novas tecnologias no setor financeiro. Ele citou o Drex, a moeda digital brasileira em desenvolvimento pelo BC, como exemplo de inovação com potencial para transformar o crédito no país.
“O Drex faz parte de soluções que, cada vez mais, visam por meio da tokenização facilitar a colaterização de ativos para crédito e transações com menos custos”, concluiu.


































































