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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que o país ocupa uma “posição de negociação muito, muito forte” para retomar os diálogos com o Irã. Em entrevista à rede CNBC, o republicano antecipou a nova rodada de conversas que deve ocorrer no Paquistão, com o objetivo de encerrar o conflito no Oriente Médio.
“Vamos conseguir um grande acordo. Acho que eles não têm outra escolha”, declarou Trump, demonstrando otimismo sobre o encontro em Islamabad, para onde o vice-presidente JD Vance e uma delegação americana se preparam para partir.
Em uma movimentação que mistura diplomacia e pressão humanitária, Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para fazer um apelo direto ao regime iraniano: a libertação de oito mulheres que enfrentam a pena de morte no país. Entre as condenadas está Bita Hemmati, cujo caso foi denunciado pela organização de direitos humanos Hengaw.
“Eu agradeceria imensamente a libertação dessas mulheres. Seria um ótimo começo para nossas negociações!”, escreveu o presidente. Para analistas, a medida busca criar um fato político positivo antes que a atual trégua expire, o que está previsto para ocorrer na noite desta quarta-feira.
Exigências e o ultimato econômico
Apesar do tom de abertura, as condições impostas por Washington permanecem rígidas. Trump exige que o Irã:
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Renuncie totalmente às suas reservas de urânio;
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Interrompa as tentativas de controle sobre o Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo mundial.
Até o momento, Teerã tem rejeitado os termos, mesmo após a campanha de bombardeios liderada por EUA e Israel entre fevereiro e abril. Questionado sobre a possibilidade de atacar infraestruturas estratégicas iranianas — como centrais elétricas e pontes — caso as conversas falhem, Trump foi esquivo, mas enfático: “Não é a minha escolha, mas isso também os prejudicará”.
Tensão com a China e interceptação de carga
A relação com Pequim também entrou no radar. Trump revelou que os EUA interceptaram um navio vindo da China que carregava um “presente” (suprimentos militares) para o Irã. O incidente causou desconforto, já que, segundo o republicano, havia um compromisso direto com o presidente Xi Jinping de que armas chinesas não seriam enviadas para reabastecer as forças iranianas durante o cessar-fogo.
“Fiquei um pouco surpreso”, comentou Trump, reforçando que esperava um “entendimento” diferente por parte do líder chinês.
Até o fechamento desta edição, o governo iraniano não havia respondido formalmente ao pedido de libertação das prisioneiras nem confirmado se aceitará as novas condições para a extensão da trégua. “O Irã pode se colocar em uma situação muito favorável se chegar a um acordo”, finalizou o presidente americano.

































































