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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a 2ª fase da Operação Anáfora, que visa combater a lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos da saúde no estado do Rio de Janeiro. Agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.
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Dez mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal, e outros quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), uma vez que alguns dos envolvidos possuem prerrogativa de foro (foro privilegiado).
Em uma empresa ligada ao principal alvo da investigação, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, os agentes encontraram R$ 450 mil em espécie escondidos embaixo de um sofá. Em outra empresa do município, mais dinheiro em espécie também foi localizado oculto no mesmo tipo de móvel.
O esquema investigado
A apuração, aprofundada após os desdobramentos da 1ª fase da operação, em setembro de 2022, investiga o suposto favorecimento de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria de Saúde de Duque de Caxias. O contrato e seus respectivos aditivos ultrapassaram R$ 563,5 milhões em um período de pouco mais de dois anos.
Segundo a PF, a cooperativa pertence a uma quadrilha que desvia dinheiro público há anos, principalmente na área da saúde. “A cooperativa em questão pertence à estruturada e complexa organização criminosa que vem operando no Estado do Rio de Janeiro em um contexto de corrupção sistêmica, por meio de desvio de recursos públicos, em especial na área da saúde, há décadas”, afirmou a PF em nota.
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“Os investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações vinculadas a imóveis”, declarou a corporação.
Histórico da investigação
Na 1ª fase da Operação Anáfora, em setembro de 2022, a PF cumpriu 27 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam Washington Reis (MDB), então candidato a vice-governador do Rio na chapa de Cláudio Castro (PL), e o empresário Mário Peixoto.
Na ocasião, Reis acabou sendo substituído na chapa por Thiago Pampolha. Já Peixoto havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) após a Operação Favorito, de maio de 2020, como beneficiário no esquema de corrupção do governo de Wilson Witzel.
O que diz Washington Reis
Em nota, Washington Reis, que atualmente é presidente do MDB do Rio de Janeiro, afirmou que não foi alvo desta segunda etapa da operação e que as empresas citadas não são de sua propriedade. Ele declarou que colabora com as investigações e que “nada foi encontrado que desabone sua conduta”. Reis também afirmou ser “o maior interessado em que a Polícia Federal continue a investigação para que os culpados respondam pelos crimes cometidos”.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outras infrações penais que venham a surgir no decorrer das investigações.























































