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Operação Ouroboros: MPRJ mira esquema de corrupção de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Ouroboros, que investiga um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia vinculada ao governo do estado. As investigações apontam que contratos ilegais firmados pelo órgão somam R$ 86 milhões.

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Prisões e denúncias

Cinco pessoas foram presas até o momento, entre elas o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”. Também foi detida Caroline Soares Barros, ex-fiscal da autarquia apontada como a “Mulher da Mala”, que realizava saques de dinheiro vivo sob escolta. Ao todo, o Ministério Público denunciou 11 pessoas pelos crimes de:

  • Organização criminosa;

  • Corrupção passiva;

  • Fraude em licitação;

  • Lavagem de dinheiro.

A operação cumpriu seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Um dos alvos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), não foi localizado e é considerado foragido.

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Como funcionava o esquema

As investigações tiveram origem em uma auditoria determinada pela gestão do governador em exercício, Ricardo Couto. De acordo com a apuração, licitações fraudadas e direcionadas, iniciadas em 2022, resultaram na contratação das empresas Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia e Consultoria.

Posteriormente, essas empresas firmavam subcontratos fictícios com o Instituto Bio para repassar parte dos valores recebidos do IRM. O dinheiro era então sacado da conta do Instituto Bio sob a escolta da empresa de vigilância Rioforte.

Outra irregularidade envolvia aditivos contratuais suspeitos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões. Em um dos episódios monitorados, no dia 9 de janeiro, Caroline Soares Barros foi flagrada ao sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária em Teresópolis, escoltada por funcionários da Rioforte. Ao todo, ela realizou 13 saques semelhantes, totalizando pouco mais de R$ 3 milhões.

Posição do Governo do Estado

Em nota, o governo do estado afirmou que a operação é fruto da própria auditoria interna que identificou os indícios de irregularidades. O relatório foi encaminhado voluntariamente ao Ministério Público para o aprofundamento das investigações. A gestão estadual reforçou seu compromisso com a transparência e o combate à corrupção.

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