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A pesquisa foi liderada pelo neurocientista Thomas Baden, da Universidade de Sussex, no Reino Unido. A equipe descobriu que a retina e a glândula pineal se originaram do mesmo tecido ancestral, há cerca de 500 milhões de anos.
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🧬 O QUE É A GLÂNDULA PINEAL?
Conhecida como o “terceiro olho” desde a antiguidade, a glândula pineal é uma pequena estrutura no centro do cérebro responsável por produzir a melatonina, o hormônio que regula o sono. Ao contrário do que se pensava, o novo estudo mostra que ela não evoluiu de forma independente.
“A retina é mais antiga que o próprio olho, se é que isso faz sentido”, afirmou Baden à BBC Science Focus para explicar a nova descoberta.
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⏳ COMO SE DEU A EVOLUÇÃO?
Os pesquisadores mapearam a evolução a partir de um ancestral comum a humanos e peixes, como as lampreias. Inicialmente, essa criatura possuía pares de olhos nas laterais da cabeça e uma estrutura sensorial de luz no topo do crânio (a mediana). Há cerca de 500 milhões de anos, quando a vida começava a se diversificar nos oceanos, alguns desses ancestrais passaram a viver em tocas sem luz, perdendo a necessidade dos olhos laterais. A estrutura mediana se tornou então o principal sistema para sentir a luz, saber a hora do dia e navegar. Com o tempo, partes dessa estrutura migraram para os lados da cabeça, formando as retinas dos olhos que temos hoje.
🔄 UMA CONEXÃO INÉDITA
O grande avanço do estudo foi demonstrar, por meio da análise de dados genéticos, que a retina e a glândula pineal não são órgãos separados. Elas compartilham uma mesma “receita genética” e evoluíram de forma interdependente ao longo de centenas de milhões de anos.
🌍 O “TERCEIRO OLHO” EM OUTRAS ESPÉCIES
Embora nos humanos a glândula pineal esteja escondida e não enxergue mais, em algumas espécies ela ainda é claramente visível. Um exemplo é o tuatara, um réptil da Nova Zelândia, que possui um terceiro olho funcional (com lente e retina), usado para detectar mudanças na luz e regular seus comportamentos diários.
🕉️ O SIMBOLISMO E A CIÊNCIA
A descoberta adiciona uma nova camada de significado ao simbolismo do “terceiro olho”. Na tradição hindu e iogue, o Ajna chakra, localizado no centro da testa, é descrito como um centro de energia associado à intuição, clarevidência e percepção espiritual. O estudo sugere que essa ideia antiga pode ter um fundamento biológico, enraizado em uma estrutura cerebral que já foi, de fato, um olho funcional e primitivo.






















































