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A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão desta quarta-feira (12) com leve recuo de 0,07%, aos 157.632 pontos, interrompendo uma sequência histórica de 15 altas consecutivas e uma série de recordes registrados nas últimas semanas.
O movimento foi interpretado por analistas como uma realização de lucros, após o Ibovespa ter superado pela primeira vez a marca dos 158 mil pontos na véspera — o que também representou o 12º recorde de fechamento consecutivo.
Enquanto o índice recuava, o dólar avançou, encerrando o dia cotado a R$ 5,29, após ter atingido o menor valor desde junho de 2024 na sessão anterior.
No cenário internacional, o destaque foi o fim do shutdown nos Estados Unidos, o mais longo da história do país. A retomada das atividades deve liberar a execução do Orçamento americano e o acesso a dados econômicos cruciais, como o payroll — relatório oficial de empregos.
Entre as ações que mais contribuíram para a queda do Ibovespa, Petrobras teve forte correção, acompanhando o movimento do mercado internacional de petróleo. A retração ocorreu depois que a Opep elevou sua projeção de aumento da oferta global por países fora do cartel, de 100 mil para 900 mil barris por dia.
No cenário político e econômico, investidores reagiram também às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou considerar uma redução nas alíquotas de importação de café. O anúncio gerou incerteza, já que o Brasil é um dos maiores exportadores do grão ao mercado americano e desde agosto enfrenta sobretaxa de 50% sobre produtos enviados aos EUA.
Em âmbito doméstico, o foco recaiu sobre as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o Fórum de Investimentos 2026, promovido pela Bradesco Asset. O economista afirmou que a inflação caminha para a meta de forma “lenta e gradual”, o que exige cautela da autoridade monetária. “O aspecto lento e gradual é bastante incômodo para o BC, mas, por outro lado, esse gradualismo colabora para diminuir o outro risco — o tombo da atividade econômica”, declarou.
No setor financeiro, os principais bancos acompanharam o movimento de leve correção do mercado. As ações do Itaú (ITUB4) recuaram 2,28%, enquanto o Bradesco (BBDC3) avançou 0,24% e o BBDC4 caiu 0,26%. O Santander (SANB11) teve queda marginal de 0,03%, e o Banco do Brasil (BBAS3) registrou desvalorização mais acentuada, de 2,85%.