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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, continuará preso por determinação da Justiça Federal do Distrito Federal, após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (18). Vorcaro havia sido detido na noite de segunda-feira (17) pela Polícia Federal, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando embarcaria para o exterior.
Além de Vorcaro, seu sócio Augusto Lima e outros cinco investigados também passaram por audiência de custódia e permaneceram presos. As prisões ocorreram no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN), incluindo o Banco de Brasília (BRB).
Segundo a PF, o Banco Master teria adquirido carteiras de crédito sem efetuar qualquer pagamento e, posteriormente, as revendeu ao BRB, com transações que somaram R$ 12 bilhões em dois meses. O juiz Ricardo Augusto Soares Leite, responsável pelo caso, destacou que há indícios de um esquema estruturado para fraudar o sistema financeiro, iludir órgãos de controle, prejudicar investidores e obter vantagens indevidas, envolvendo falsidade documental, manipulação contábil e ocultação de informações.
Em decisão, o magistrado autorizou ainda o bloqueio de bens em nome dos filhos menores de idade de todos os investigados.
A defesa de Vorcaro informou que prepara um habeas corpus e afirmou que o banqueiro estava em viagem marcada para Dubai, para se encontrar com possíveis compradores do Banco Master, que ele havia anunciado a venda. Os advogados também declararam que, desde o início das investigações, se colocaram à disposição das autoridades para cooperar e fornecer informações.
A investigação, solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF), começou no ano passado e apura a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes, que foram vendidas a outro banco e posteriormente substituídas por outros ativos sem avaliação técnica adequada após fiscalização do Banco Central.