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O início de 2026 registrou um cenário preocupante para o crédito no Brasil. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil mostra que 73,3 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado em janeiro, representando 43,9% da população adulta do país. O número marca uma alta de 9,4% em relação aos 68,8 milhões registrados no mesmo mês de 2025 e configura o pior janeiro da história do país.
Segundo o levantamento, cada consumidor inadimplente possuía, em média, dívidas de R$ 4.898,02 e mantinha débitos com aproximadamente 2,26 empresas credoras. A análise do perfil das dívidas mostra que quase 3 em cada 10 consumidores (30,65%) tinham valores de até R$ 500, percentual que sobe para 43,42% quando se consideram dívidas de até R$ 1.000.
A inadimplência apresenta maior concentração entre adultos jovens e no setor financeiro. A faixa etária de 30 a 39 anos concentra o maior número de negativados, com 17,87 milhões de pessoas, o que representa 52,71% da população dessa idade. A distribuição por gênero é equilibrada, com leve predominância feminina: 51,27% das devedoras são mulheres e 48,73% homens.
O levantamento também aponta diferenças regionais significativas. O Sul do país registrou o maior aumento no número de inadimplentes, com alta de 9,33% em relação a janeiro de 2025. Em seguida vêm as regiões Sudeste (8,89%), Norte (8,70%), Centro-Oeste (7,42%) e Nordeste (7,06%).
Especialistas apontam que o aumento da inadimplência reflete, entre outros fatores, o aumento do custo de vida, juros mais altos e o acúmulo de dívidas de final de ano. “O cenário indica que muitos brasileiros estão recorrendo ao crédito para despesas essenciais, mas o endividamento acumulado compromete a saúde financeira das famílias”, alerta um consultor financeiro.
O estudo reforça a necessidade de planejamento financeiro e atenção ao controle de gastos, especialmente para aqueles em faixas etárias mais afetadas. Para reduzir a inadimplência, analistas recomendam a renegociação de dívidas e o acompanhamento constante do orçamento doméstico, evitando o acúmulo de débitos com múltiplos credores.