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As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram neste domingo (16) que destruíram uma embarcação utilizada em operações de narcotráfico no Pacífico Oriental. A ação, realizada no sábado (15) em águas internacionais, resultou na morte de três homens identificados pelo Comando Sul como integrantes de uma organização classificada pelo governo norte-americano como narcoterrorista.
On Nov. 15, at the direction of Secretary of War Pete Hegseth, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by a Designated Terrorist Organization. Intelligence confirmed that the vessel was involved in illicit narcotics smuggling,… pic.twitter.com/iM1PhIsroj
— U.S. Southern Command (@Southcom) November 16, 2025
A ofensiva faz parte da Operação Lança do Sul, uma campanha militar iniciada em setembro sob determinação do presidente Donald Trump e conduzida pelo Comando Sul dos EUA no Caribe e no oceano Pacífico. Segundo comunicado oficial, a ordem para o ataque partiu do secretário de Guerra, Pete Hegseth.
De acordo com o Comando Sul, o navio destruído transportava drogas por uma das rotas marítimas mais utilizadas pelo tráfico internacional. “Três narcoterroristas morreram a bordo”, informou a nota. Desde o início da operação, mais de vinte embarcações suspeitas já foram neutralizadas, totalizando mais de 70 mortos em diferentes intervenções.
Como parte do reforço militar, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior e mais avançado da frota norte-americana, entrou no mar do Caribe neste domingo. O grupo naval inclui destróieres com mísseis guiados, navios de apoio e aeronaves especializadas, com o objetivo declarado de “desmantelar organizações criminosas transnacionais e combater o narcoterrorismo”.
A intensificação das operações ocorre em meio a um cenário de crescente tensão regional. Governos da Venezuela e de setores do oficialismo colombiano criticaram o aumento da presença militar dos EUA, classificando o movimento como provocação. O regime de Nicolás Maduro afirmou ver as manobras dos EUA e seus parceiros, como Trinidad e Tobago, como uma “ameaça explícita” à soberania venezuelana.
Os Estados Unidos, que não reconhecem Maduro como presidente legítimo, mantêm uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura, sob acusações de envolvimento em estruturas ligadas ao narcotráfico.
O presidente Donald Trump comentou brevemente o andamento da operação, afirmando que tomou “uma decisão” sobre o tema, sem dar detalhes, e indicou avanços na “interrupção do fluxo de drogas proveniente da Venezuela”. Ele já havia dito anteriormente que considera inevitável a saída de Maduro, mas não confirmou se avalia uma intervenção militar direta.
A Colômbia também manifestou preocupação com o aumento das incursões militares em áreas próximas ao seu território marítimo. Especialistas apontam que a Operação Lança do Sul pode aumentar a instabilidade regional e reacender debates sobre a legalidade de ações unilaterais dos EUA em cenários transnacionais.
As operações seguem em andamento no Caribe e no Pacífico, e a presença ampliada das forças norte-americanas continua alimentando discussões sobre sua eficácia e impacto na segurança hemisférica.