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A reunião de alto risco de Zohran Mamdani com o presidente Donald Trump nesta sexta-feira (21) transformou-se em uma inesperada demonstração de cordialidade na Casa Branca, com o mandatário elogiando repetidamente o prefeito eleito, que se define como socialista democrático.
Sentado atrás da mesa do Salão Oval, com Mamdani de pé ao seu lado, Trump não poupou elogios ao democrata, tocando jovialmente em seu braço, ajudando-o a esquivar-se de perguntas difíceis e até prevendo que o político de extrema-esquerda fará Nova York grandiosa novamente.
“Existirão temas nos quais discordaremos. Acho que provavelmente chegaremos a uma conclusão… No final das contas, é para o bem de Nova York… Se esta cidade puder se tornar incrível — se ele conseguir um sucesso espetacular, eu ficarei muito feliz”, disse Trump.
“Acho que ele quer torná-la maior do que nunca”, disse Trump aos repórteres. “E se ele conseguir, estaremos lá torcendo. Eu estarei torcendo por ele.”
Mamdani foi notavelmente mais comedido em seus próprios elogios a Trump, observando que o desempenho do presidente na cidade de Nova York — melhor do que o esperado durante a eleição presidencial de 2024 — deveu-se ao foco do republicano em questões cotidianas relacionadas ao custo de vida e acessibilidade.
Segundo o prefeito eleito, a conversa de cerca de 30 minutos se concentrou justamente na economia popular, em vez de nas muitas diferenças ideológicas entre os dois.
“Acho que tanto o presidente Trump quanto eu somos muito claros sobre nossas posições e visões. O que eu realmente aprecio no presidente é que a reunião que tivemos não se concentrou nos pontos de discordância, que são muitos, mas focou no propósito compartilhado que temos em servir aos nova-iorquinos”, afirmou Mamdani.
“Temos uma coisa em comum. Queremos que esta nossa cidade, que amamos, vá muito bem”, disse Trump, enquanto os dois começavam a responder a perguntas após a reunião a portas fechadas.
O prefeito eleito enfrentou vários questionamentos potencialmente constrangedores sobre suas declarações passadas, nas quais chamou Trump, entre outras coisas, de “déspota”. No entanto, um Trump aparentemente impressionado interveio diversas vezes para oferecer uma saída a Mamdani.
“Já fui chamado de coisas muito piores do que déspota, então isso não é tão insultante”, brincou o presidente.
Trump, que passou meses ridicularizando Mamdani como “meu pequeno comunista” e ameaçando cortar o financiamento federal para a cidade, recuou até mesmo em sua ameaça de enviar a Guarda Nacional para Nova York.
O presidente afirmou que Mamdani sabe que as ruas precisam ser “seguras”.
“Discutimos sobre o crime; ele não quer ver crimes e eu não quero ver crimes, e tenho poucas dúvidas de que vamos nos entender nessa questão”, concluiu Trump.
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