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O tenente-general Fanil Sarvárov, chefe da diretoria de operações militares do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, morreu nesta segunda-feira (22) após um atentado com carro-bomba em Moscou. O anúncio foi feito pelo Comitê de Instrução da Rússia (CIR), que investiga o caso como assassinato e terrorismo.
A explosão ocorreu na rua Yasenevo, em um estacionamento localizado a cerca de 150 metros da residência do general. Segundo a porta-voz do CIR, Svetlana Petrenko, o artefato explosivo foi instalado na parte inferior do veículo e detonado enquanto Sarvárov dirigia.
Detalhes do Atentado
Investigações preliminares indicam que os criminosos utilizaram uma mina magnética fixada sob o automóvel. Segundo o jornal Kommersant, o general chegou a dirigir por algumas centenas de metros antes da detonação.
Imagens divulgadas pelo governo russo mostram o veículo completamente destruído e marcas de sangue no local. Especialistas em criminalística e peritos em explosivos realizam exames forenses, enquanto câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para identificar os responsáveis pelo plantio da bomba.
Hipóteses e Antecedentes
A principal linha de investigação do governo russo aponta para a possível participação do serviço de inteligência da Ucrânia. Sarvárov, nascido em 1969 e veterano das guerras na Chechênia e na Síria, figurava desde 2022 no site ucraniano Mirotvorets, uma lista que expõe indivíduos considerados “inimigos da Ucrânia”.
Este não é o primeiro ataque contra a alta cúpula russa em solo moscovita. Desde o início do conflito, outros oficiais de alto escalão foram alvos de atentados semelhantes, como:
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Tenente-general Yaroslav Moskalik: Subchefe do comando de operações.
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Tenente-general Ígor Kirílov: Responsável pela defesa radiológica e química.
Reação do Kremlin
O presidente Vladimir Putin foi notificado imediatamente sobre a morte do general. O episódio aumenta a pressão sobre os serviços secretos russos (FSB), que já foram alvo de críticas públicas de Putin por falhas na proteção de autoridades militares de alto escalão dentro do território nacional.
Até o momento, o governo da Ucrânia não se manifestou oficialmente sobre as acusações de envolvimento no atentado.