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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) a suspensão temporária das tarifas de importação sobre a carne moída por um período de 90 dias. A medida autoriza a entrada de até 300 mil toneladas do produto no país sem a cobrança de impostos, com o objetivo declarado de reduzir os preços do alimento para os consumidores americanos.
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Em publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que a decisão busca aliviar a pressão sobre a inflação dos alimentos, agravada pelos custos de combustível e transporte em decorrência da crise energética global.
“Enquanto trabalhamos para reconstruir o nosso rebanho e apoiar os nossos pecuaristas, durante os próximos 90 dias os Estados Unidos permitirão a importação de até 300 mil toneladas de carne moída sem tarifas fora da cota”, escreveu o presidente.
O mandatário não especificou quais países serão os fornecedores beneficiados pela isenção, mas afirmou haver um compromisso para que o produto seja vendido no mercado americano com um desconto de 25% em relação aos preços atuais.
Cenário do mercado internacional
Dados da consultoria TradeInt indicam que a Austrália é atualmente a principal fornecedora de carne bovina para os Estados Unidos, registrando US$ 935,4 milhões em exportações no primeiro trimestre de 2026 (o que representa 19,4% do total importado). Na sequência aparecem o Canadá (US$ 680,2 milhões / 14,1%) e o Brasil (US$ 495,4 milhões / 10,3%).
O corte mais importado pelos americanos é a carne bovina desossada congelada, matéria-prima que abastece principalmente a produção de carne moída no país. Somente os cinco principais países exportadores movimentaram mais de US$ 872 milhões nessa categoria no início deste ano.
Contexto interno e perspectivas
A medida emergencial responde a um problema estrutural da pecuária norte-americana. As importações de carne bovina atingiram cerca de 17,3% do fornecimento total em 2026 — o maior nível da história do país —, enquanto o rebanho bovino dos EUA encontra-se no menor patamar em décadas.
As projeções da TradeInt indicam que as importações americanas devem somar 2,5 milhões de toneladas (5,525 bilhões de libras) ao longo do ano, uma alta de 3% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, a produção doméstica deve recuar 1%, caindo para 11,6 milhões de toneladas (25,735 bilhões de libras).
Trump justificou a isenção fiscal como uma estratégia para conter a inflação no prato das famílias e dar fôlego ao setor produtivo local. “Este acordo reduzirá os preços para os americanos e, ao mesmo tempo, dará margem para que a nossa grande pecuária volte a crescer”, concluiu o presidente.















































































