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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO cérebro dos ataques de 11 de setembro de 2001 e outros três terroristas detidos em Guantánamo finalmente serão julgados em 2028, decidiu nesta quarta-feira (26) um juiz militar. A decisão do tenente-coronel Michael Schrama ocorre duas semanas antes do 25º aniversário dos ataques que mataram quase 3 mil pessoas. A informação foi relatada incialmente pelo New York Post.
Khalid Sheikh Mohammed, o mentor dos ataques, e três de seus supostos cúmplices estão detidos na base militar de Guantánamo, em Cuba, desde 2003. A promotoria havia solicitado uma data para janeiro de 2027, mas o juiz rejeitou o pedido e marcou o julgamento para 5 de junho de 2028, citando a necessidade de decisões prévias antes do início do processo.
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Julgamento adiado por décadas
O caso de Mohammed — que acredita-se ter entre 61 e 62 anos — e seus supostos parceiros, Walid bin Attash, Mustafa al-Hawsawi e Ammar al-Baluchi, tem sido notoriamente adiado por décadas em meio a uma série de disputas legais, incluindo a questão sobre se confissões obtidas sob tortura são admissíveis em tribunal.
Datas de julgamento anteriores foram marcadas e canceladas várias vezes. Schrama é o quinto juiz a supervisionar o caso.
Reação das famílias das vítimas
As famílias das vítimas estão indignadas por ainda não terem visto a justiça ser feita. Alguns parentes afirmaram à imprensa nesta quarta-feira que esperam que a nova data se concretize.
“Estamos pedindo uma data de julgamento há 20 anos. Espero que desta vez seja real”, disse o policial aposentado Jim Smith, cuja esposa, Moira Smith, morreu respondendo aos ataques. “Tudo vai depender do juiz. Passamos por tantos. Alguém tem que assumir o controle.”
A policial aposentada Kathy Vigiano, esposa do detetive Joseph Vigiano, que também morreu no 11 de setembro, questionou por que ela e outras famílias ainda precisam esperar mais dois anos. “Esperamos 25 anos. Por que temos que esperar mais dois anos? Quanto tempo você precisa para o pré-julgamento? Por que não podem começar o julgamento agora? É hora de as vítimas terem justiça agora!”, afirmou.
O tenente aposentado John Ryan, que comandou a força-tarefa de resgate e recuperação da Autoridade Portuária no 11 de setembro e nos meses seguintes, disse: “Estou feliz que finalmente escolheram uma data, mas dois anos podem ser uma vida inteira para alguns parentes idosos das vítimas que morreram naquele dia. Eles gostariam de ver justiça em vida.”
Acordo de delação cancelado
O caso quase chegou ao fim em 2024, quando Mohammed, bin Attash e al-Hawsawi concordaram com um acordo com a administração Biden, no qual planejavam admitir seus papéis nos ataques para evitar a pena de morte e cumprir prisão perpétua. Algumas famílias apoiaram o acordo como forma de finalmente encerrar o caso, mas muitas outras ficaram descontentes, insistindo que apenas a morte seria uma punição adequada.
Diante da repercussão negativa, a administração Biden tentou cancelar o acordo. Em junho de 2025, um tribunal de apelações dos EUA rejeitou oficialmente o acordo, e os advogados de Mohammed planejam pedir a intervenção da Suprema Corte.



















































































