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O Supremo Tribunal Federal começa a decidir nesta quinta-feira (08), a partir das 14h, de que forma o president Jair Bolsonaro fará seu depoimento no inquérito que investiga as acusações do ex-ministro Sergio Moro sobre suposta interferência na Polícia Federal.
A decisão de pautar o tema foi do presidente do STF, Luiz Fux, após pedido do relator do caso, Celso de Mello, que se aposenta na terça-feira (13).
A participação de Celso de Mello no debate é importante para a tomada de decisão, afinal foi dele a iniciativa, no início de setembro, de pedir o depoimento presencial, e não por escrito, como quer Bolsonaro e seus defensores.
A solicitação para que o depoimento do presidente fosse presencial foi feita por Moro, autor da acusação contra Bolsonaro. O presidente sempre negou qualquer tentativa de ingerência.
Segundo o ex-juiz da Lava Jato, Bolsonaro também pedia relatórios de inteligência para monitorar as ações dos órgãos policiais.
Por causa do STF, a nomeação acabou não dando certo. Ramagem voltou para a Abin e foi aberto o processo que agora tem em sua pauta a decisão de como será feito o depoimento de Bolsonaro.
Na segunda-feira (05), a defesa de Moro voltou a pedir que Bolsonaro vá pessoalmente prestar os esclarecimentos, como ele fez.
A AGU teve seu requerimento para que o presidente fosse autorizado a enviar posicionamento por escrito negado por Celso de Mello, que inclusive retirou do julgamento o pedido.
A AGU ganhou o apoio do PGR, Augusto Aras, em seu pleito. Segundo ele, chefes de Estado não têm obrigação de irem fisicamente prestar esclarecimentos mesmo quando são investigados.


















































































