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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (29/10) pedindo a anulação das provas obtidas no celular apreendido pela Polícia Federal e a revogação de sua prisão preventiva, mantida há oito meses. Os advogados sustentam que o aparelho foi adulterado após a apreensão e que a cadeia de custódia das evidências foi violada.
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Apesar da ofensiva jurídica para tentar invalidar o material da Operação Compliance Zero, a peça entregue ao STF registrou um ato falho. Em um trecho do documento, ao tentar argumentar que a falta de acesso aos dados originais prejudicava o contraditório, os advogados redigiram que a prova contra o banqueiro tornava-se “na prática, incontestável”, em vez de lançar dúvidas formais sobre o elemento que fundamenta a prisão.
Alegação de adulteração e mensagens a autoridades
No centro da controvérsia estão as conversas extraídas do dispositivo, que revelaram contatos íntimos de Vorcaro com autoridades de Brasília, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes. Conforme relatórios públicos, o banqueiro pediu auxílio jurídico a Moraes e questionou, na antevéspera de sua prisão, se deveria deixar o Brasil, além de solicitar interlocução junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A defesa afirma que Vorcaro não reconhece parte das informações divulgadas e que houve criação de arquivos e alteração de bancos de dados antes e depois da extração pericial.
“O material que o Estado apresenta como retrato fiel do aparelho carrega registros de modificação posteriores à própria extração, e não há nos autos uma linha de explicação técnica para isso”, afirma a nota divulgada pelos advogados, que demandam a entrega da cópia integral e do histórico de perícia.
Supostas falhas na cadeia de custódia
Além das inconsistências nos arquivos digitais, os defensores citam irregularidades procedimentais na apreensão física do telefone: ausência do auto circunstanciado de busca, termo de apreensão sem indicação de marca ou número de série, rompimento não documentado de lacres e o uso de uma mesma foto para registrar dois aparelhos distintos.
A tese de nulidade apresentada busca derrubar o pilar da investigação. Sem ter sido indiciado até o momento, Vorcaro tenta usar as divergências técnicas para obter a soltura e anular o material que motivou a prorrogação de sua custódia cautelar.
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