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🧡 Ver Ofertas na ShopeeSébastien Lecornu, de 39 anos, foi nomeado nesta terça-feira (9) como o novo primeiro-ministro da França. Ele estava no cargo de ministro da Defesa há mais de três anos, período marcado pela invasão russa da Ucrânia. Considerado um aliado leal e discreto do presidente Emmanuel Macron, Lecornu foi um dos poucos nomes de continuidade no governo desde a eleição de Macron em 2017.
Lecornu é descrito como um político que “não ofusca” o presidente e tem um bom histórico em Defesa. “Lecornu é o bom soldado que, além disso, não tem muito carisma”, afirmou um conselheiro ministerial. Em 2024, ele já havia sido cotado para o cargo, mas o presidente optou por François Bayrou, que foi rejeitado pelo Parlamento.
Natural da região da Normandia, Lecornu iniciou sua carreira política jovem nas fileiras do partido de direita de Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy. Ele bateu recordes de precocidade, tornando-se assistente parlamentar aos 19 anos e conselheiro de ministro aos 22. Sua ascensão foi consolidada ao se juntar a Macron em 2017, quando assumiu o primeiro cargo de ministro aos 31 anos.
Experiência e desafios
Em seu percurso ministerial, Lecornu passou por pastas como Transição Ecológica, Territórios, Ultramar e Defesa, atuando sob o comando de seis primeiros-ministros. Ele ganhou pontos com Macron ao organizar o Grande Debate, uma série de discussões realizadas para apaziguar os protestos dos “coletes amarelos” (2018-2019).
Mesmo discreto na mídia, o reservista da gendarmaria e amante de História ganhou destaque com a guerra na Ucrânia, executando a política de “rearmamento” de Macron. Com um orçamento em constante aumento, Lecornu também esteve na linha de frente na intensificação da cooperação militar europeia. Ele também participou das negociações para a libertação dos reféns franceses capturados pelo grupo islâmico palestino Hamas em 2023.
A sua experiência com os “coletes amarelos” pode ser útil, já que a França enfrenta uma nova onda de protestos e a preocupação com a dívida pública, que está em cerca de 114% do PIB. Lecornu também tem boa imagem na Assembleia Nacional, onde obteve apoio quase unânime para a Lei de Programação Militar 2024-2030, apesar da fragmentação política. No entanto, o desafio será convencer a oposição, já que ele é considerado “mais à direita que Bayrou”, segundo um político socialista, e já teve jantares com a líder da ultradireita, Marine Le Pen.




















































