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O ex-policial militar Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, chegou à Penitenciária IV do Distrito Federal, em Brasília, no começo da tarde deste sábado (22). Lessa foi escoltado pelo Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal (PF).
Desde junho de 2024, Lessa estava detido na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. A transferência para Brasília foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Isolamento em Tremembé e Pedido da Defesa
A defesa de Ronnie Lessa vinha solicitando a transferência para Brasília, alegando que o ex-policial estava isolado em Tremembé, o que expunha sua integridade física e psicológica.
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Isolamento: Cerca de três semanas após chegar a Tremembé, Lessa concluiu o período de observação, mas seguiu isolado na cela chamada de “seguro”, sem contato com os demais presos, por medidas de segurança.
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Opções de Unidade: Inicialmente, Moraes havia negado o pedido de transferência. No entanto, os advogados solicitaram o Centro de Internamento e Reeducação da Fazenda da Papuda, em Brasília. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape-DF) apontou superlotação de 151% na unidade e indicou a Penitenciária IV do Distrito Federal como alternativa.
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Determinação de Moraes: Moraes reconsiderou a decisão e determinou a transferência, que foi realizada neste sábado a bordo de um avião da Polícia Federal.
Condenação e Delação Premiada
Em 30 de outubro de 2024, Ronnie Lessa foi condenado pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro a 78 anos e 9 meses de prisão pelos seguintes crimes:
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Duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emboscada e recurso que dificultou a defesa das vítimas).
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Tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que sobreviveu ao atentado.
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Receptação do carro Cobalt prata, clonado, usado no crime.
O também ex-PM Élcio Queiroz, que participou da execução, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão.
Ambos firmaram acordos de delação premiada, o que resultará na redução do tempo de execução de suas penas. Além da prisão, Lessa e Élcio ainda devem pagar uma indenização no valor de R$ 3,5 milhões à família de Marielle, de Anderson e de Fernanda Chaves.