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De olho nas eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (17) que pretende assinar, na próxima semana, um decreto que reconhece a música gospel como patrimônio cultural brasileiro. A declaração foi feita durante a reunião ministerial realizada na Granja do Torto, em Brasília, encontro marcado por discursos com tom político e de balanço do governo.
Segundo Lula, a medida busca valorizar a relevância cultural da música gospel no país. O anúncio também é interpretado como mais um gesto de aproximação com o eleitorado evangélico, segmento que, de acordo com pesquisas recentes, demonstra maior apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Não é a primeira iniciativa do governo federal voltada ao público evangélico. Em 2024, Lula participou de uma cerimônia no Palácio do Planalto para sancionar a lei que instituiu o Dia Nacional da Música Gospel, em evento que contou com a presença de líderes religiosos.
Durante a reunião desta quarta-feira, o presidente fez uma brincadeira direcionada ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico e foi indicado por Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Vamos transformar a música gospel, Messias, em patrimônio. Na semana que vem, você pode estar preparado, porque, além de ser ministro da Suprema Corte, você vai poder cantar música gospel no Palácio do Planalto”, disse Lula.