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🧡 Ver Ofertas na ShopeeMarine Le Pen, impedida de concorrer às eleições presidenciais de 2027 por uma condenação por corrupção, garantiu neste domingo que “não vou baixar os braços” e denunciou “as mentiras, as calúnias e os falsos processos” dos quais foi alvo.
Diante de vários milhares de simpatizantes reunidos na praça parisiense de Vauban, perto de Les Invalides, Le Pen denunciou uma perseguição judicial, assim como outros líderes de extrema-direita, entre os quais citou o vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini.
“Não foi uma decisão da Justiça, foi uma decisão política”, clamou a líder da Reunião Nacional (RN, em francês), sob as ovações de militantes e simpatizantes do partido.
Le Pen considerou que, com essa condenação, os direitos civis estão em risco na França e chegou a citar Martin Luther King, o pastor afro-americano militante dos direitos dos negros assassinado em 1968 por um segregacionista branco.
“Nosso combate será pacífico, um combate democrático. Tomemos como exemplo Martin Luther King, que defendeu os direitos civis, os mesmos que estão questionados hoje na França”, indignou-se.
A Reunião Nacional, vale lembrar, seria o partido mais votado se as eleições presidenciais na França fossem realizadas agora, segundo uma pesquisa da Elabe publicada para a BFMTV-‘La Tribune Dimanche’, que coloca um possível candidato apoiado pelo presidente Emmanuel Macron em segundo lugar.
Concretamente, a líder da extrema-direita obteria entre 32 e 36 por cento dos votos, enquanto o presidente de seu partido, Jordan Bardella, ficaria com 31-35,5 por cento.
Le Pen foi condenada por um tribunal penal de Paris por desvio de fundos destinados ao pagamento de seus assistentes quando era deputada ao Parlamento Europeu. O painel de juízes determinou que os assistentes lideravam a agenda nacional da Reunião Nacional, em vez de trabalhar em assuntos da UE.
Le Pen também foi considerada culpada de incitar outros a fazerem o mesmo com sua própria verba, o que eleva o total de fundos desviados a aproximadamente 4,4 milhões de euros (4,82 milhões de dólares). Os juízes de Paris mencionaram o risco de reincidência para justificar a proibição imediata de Le Pen. Tanto ela quanto o partido negaram as acusações.
“Era preciso me eliminar da vida política e sem possibilidade de recurso”, queixou-se Le Pen, em alusão à execução imediata da inelegibilidade para um cargo público por cinco anos, que espera ver reduzida em uma apelação que será decidida em 2026, antes das eleições de 2027.
A dirigente da extrema-direita e atual deputada considerou que “o Estado de direito e a democracia estão sendo desprezados” pela condenação contra ela e lembrou que 13 milhões de eleitores “têm o mesmo valor” que o restante dos cidadãos.
Le Pen esclareceu que não questiona o trabalho de todos os juízes e condenou as ameaças e insultos que parte da magistratura recebeu após a sentença.
O partido centrista Renascimento, de Gabriel Attal, realizou seu próprio evento em Saint-Denis, alertando para uma “ameaça existencial ao Estado de direito”.
A decisão repercutiu além da França e gerou reações em círculos de extrema-direita de toda a Europa e de outros lugares, depois que alguns partidos, incluindo o de Le Pen, ganharam terreno nos últimos anos.
(Com informações de EFE, AP e EP)
















































































