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Trump ameaça usar Exército para tomar a Groenlândia e abre crise sem precedentes na OTAN

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O governo do presidente norte-americano Donald Trump provocou uma crise diplomática internacional ao ameaçar utilizar o Exército dos Estados Unidos para tomar o controle da Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca. A declaração extraordinária, divulgada nesta semana, elevou as tensões com um dos principais aliados da OTAN e gerou preocupações sobre a estabilidade da aliança.

De acordo com um alto funcionário da Casa Branca, Trump e seus principais assessores estão explorando planos que incluem a compra do território dinamarquês ou assumir o controle de sua defesa. Em tom ameaçador, a Casa Branca ressaltou que “utilizar o Exército americano é sempre uma opção” e advertiu que a questão “não vai desaparecer”, apesar das críticas de líderes da OTAN.

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A declaração provocou surpresa e preocupação entre aliados europeus, que têm apoiado a Dinamarca nas últimas semanas. A ameaça de Trump ocorre pouco depois do sucesso militar dos EUA na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, o que o presidente republicano vem utilizando para reforçar seu discurso sobre a necessidade de controle estratégico de territórios-chave.

Trump defende que os Estados Unidos precisam ter controle sobre a Groenlândia, cuja área é mais de três vezes maior que o estado do Texas, para garantir a segurança da OTAN frente às ameaças crescentes de China e Rússia no Ártico. Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, “o presidente Trump deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos, essencial para dissuadir nossos adversários na região do Ártico. Ele e sua equipe estão discutindo várias opções para atingir esse importante objetivo de política externa, e, é claro, utilizar o Exército americano é sempre uma opção disponível ao comandante-em-chefe”.

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Trump sugeriu ainda que uma decisão sobre a Groenlândia poderá ser tomada “em cerca de dois meses”, assim que a situação na Venezuela se estabilizar.

Reações internacionais e ameaça à OTAN

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A renovada reivindicação norte-americana sobre a Groenlândia provocou preocupação na Europa de que a aliança da OTAN possa sofrer rupturas. O primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, emitiram uma declaração conjunta junto a líderes da Alemanha, Itália, Polônia e Espanha, reafirmando o compromisso de defender a integridade territorial da Groenlândia.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que qualquer esforço de tomada do território pela força significaria o fim da aliança militar da OTAN. “A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia decidirem sobre assuntos relacionados ao território, e somente a eles”, reforçaram os líderes europeus.

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O apoio europeu veio após o chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, questionar publicamente a legitimidade da reivindicação territorial da Dinamarca sobre a Groenlândia em entrevista à CNN. Miller também afirmou que não haveria necessidade de considerar uma operação militar americana sobre a ilha, porque “ninguém irá enfrentar militarmente os EUA pelo futuro da Groenlândia”.

Em meio às tensões, a esposa de Miller contribuiu para inflamar a situação ao publicar no X (antigo Twitter) um mapa da Groenlândia coberto pela bandeira americana, com a legenda: “Em breve”.

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Trump aproveitou ainda para evocar a chamada “Doutrina Donroe”, sua versão da Doutrina Monroe, política do século XIX que alertava contra a colonização europeia nas Américas, inicialmente articulada pelo presidente James Monroe.

A importância estratégica da Groenlândia

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Localizada acima do Círculo Polar Ártico, a Groenlândia tornou-se um território de importância geopolítica global. As mudanças climáticas, o aquecimento global e a transformação da economia mundial elevaram a ilha ao centro de debates sobre comércio internacional e segurança.

Com cerca de 80% de sua área acima do Círculo Polar Ártico, a Groenlândia abriga aproximadamente 56 mil habitantes, em sua maioria Inuit, historicamente pouco considerados pela comunidade internacional. Sua posição geográfica, próxima à costa nordeste do Canadá, foi crucial para a defesa da América do Norte durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos ocuparam a ilha.

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Após a Guerra Fria, o Ártico passou a ser uma área de cooperação internacional, mas o derretimento das calotas polares abriu novas rotas de comércio e reacendeu a competição com Rússia, China e outros países pelo acesso a recursos minerais estratégicos da região.

Em 2018, a China se declarou “Estado quase-ártico” com o objetivo de ampliar sua influência no Ártico e anunciou planos de construir uma “Rota da Seda Polar” como parte de sua iniciativa global Belt and Road. Na época, o então secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, criticou a China, questionando se o Oceano Ártico se transformaria em um “novo Mar do Sul da China, cheio de militarização e disputas territoriais”.

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Enquanto isso, a Rússia tem buscado afirmar sua presença militar no Ártico, área de atuação de sua Frota do Norte e onde a antiga União Soviética testava armas nucleares. Nos últimos anos, Moscou vem reconstruindo antigas infraestruturas soviéticas e construindo novas bases, incluindo pistas de pouso e instalações estratégicas, em uma demonstração de força geopolítica.

Após a invasão total da Ucrânia em 2022, preocupações europeias em relação às intenções russas na região aumentaram. O presidente Vladimir Putin afirmou que, embora a Rússia não tenha ameaçado diretamente ninguém no Ártico, acompanhará de perto os acontecimentos e reforçará suas capacidades militares e infraestrutura na região, mantendo portas abertas à cooperação internacional.

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Base americana e monitoramento estratégico

Os Estados Unidos operam a remota Base Espacial Pituffik, no noroeste da Groenlândia, construída após o Tratado de Defesa da Groenlândia, assinado com a Dinamarca em 1951. A base apoia operações de alerta de mísseis, defesa antimísseis e monitoramento espacial tanto dos EUA quanto da OTAN.

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Além disso, a Groenlândia controla parte do chamado GIUK (Groenlândia, Islândia e Reino Unido), área monitorada pela OTAN para rastrear movimentos navais russos no Atlântico Norte.

A Dinamarca, por sua vez, vem fortalecendo sua presença militar em torno da Groenlândia e no Atlântico Norte. No ano passado, o governo anunciou um acordo de aproximadamente 2,3 bilhões de dólares com os governos da Groenlândia e das Ilhas Faroe, outro território autônomo dinamarquês, para “melhorar capacidades de vigilância e manutenção da soberania”. O plano inclui três novos navios de guerra árticos, dois drones de vigilância de longo alcance e capacidade satelital ampliada.

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O Comando Ártico Conjunto da Dinamarca tem sede na capital Nuuk e é responsável pela “vigilância, afirmação da soberania e defesa militar da Groenlândia e das Ilhas Faroe”, segundo informações oficiais. A ilha também abriga a patrulha Sirius, unidade naval de elite que realiza reconhecimento de longa distância e reforça a soberania dinamarquesa em regiões árticas remotas.

Recursos minerais e interesse global

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Além de seu valor estratégico, a Groenlândia é rica em minerais raros, essenciais para a produção de celulares, computadores, baterias e outros dispositivos de alta tecnologia que serão vitais para a economia global nas próximas décadas. Esse fato atraiu o interesse dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais, que buscam reduzir a dependência chinesa nesse mercado crítico.

O desenvolvimento mineral da ilha é desafiador devido ao clima rigoroso e a rigorosos controles ambientais, que dificultam investimentos internacionais. No entanto, a necessidade de acesso a esses recursos e o potencial estratégico da Groenlândia continuam a colocar o território no centro de tensões globais.

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