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O Irã emitiu neste domingo (11) um aviso contundente de que retaliará contra Israel e bases dos Estados Unidos caso haja uma intervenção militar americana no país, que enfrenta uma onda de protestos com forte repressão e grande número de vítimas desde o fim de dezembro.
A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária, em discurso aos parlamentares. Segundo ele, se os Estados Unidos atacarem o Irã, território israelense, bases e navios americanos serão considerados “alvos legítimos” para retaliação.
“O Irã não se limitará a reagir apenas depois de um ataque; advertimos o presidente Trump e seus aliados na região para que não cometam um erro de cálculo”, afirmou Qalibaf.
Tensões crescentes com os EUA
A ameaça ocorre em um contexto de forte tensão entre Teerã e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nos últimos dias que pode intervir no Irã caso as autoridades usem força excessiva contra os manifestantes e declarou que seu país está “pronto para ajudar” os protestos pacíficos.
Embora Trump tenha expressado apoio ao movimento popular, fontes israelenses disseram que o país está em alto nível de alerta diante da possibilidade de uma ação americana, sem divulgar detalhes operacionais.
Protestos no Irã e crise econômica
As manifestações tiveram início em 28 de dezembro, motivadas inicialmente pela inflação elevada e pela crise econômica, e rapidamente ganharam um caráter político mais amplo, com muitos iranianos exigindo mudanças no governo da teocracia liderada pelo aiatolá Ali Khamenei.
Segundo a agência de direitos humanos Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 116 pessoas morreram e mais de 2.600 foram detidas desde o início dos protestos, que se espalharam por cidades como Teerã, Mashhad e outras grandes metrópoles do país.
As forças de segurança iranianas impuseram um apagão nacional de internet, bloqueando o acesso à rede por mais de 60 horas, na tentativa de frear a disseminação de informações e dificultar a organização dos manifestantes.
O governo iraniano acusa os Estados Unidos e Israel de promoverem interferência nos acontecimentos internos e de fomentar a instabilidade, enquanto líderes oposicionistas exilados pedem apoio internacional e uma transição política no país.