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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDurante o debate presidencial da Globo nesta sexta-feira (23), Flávio Bolsonaro (PL) se solidarizou com a mãe da menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, morta por um tiro de fuzil em 2021, ao comentar o caso que envolve um policial militar de cuja defesa participou.
“Sabe o que aconteceu ali? É um território dominado por esses narcoterroristas que ele defende. Ana Clara, eu quero falar pra senhora: está, de verdade, a minha solidariedade. Foi uma tragédia o que aconteceu. Eu não consigo imaginar o que é perder uma filhinha de 5 anos de idade. Eu tenho uma filha de 14 e uma filha de 12. Era uma troca de tiros em uma comunidade conflagrada. A senhora sabe que tem o tráfico de drogas aí. E o que eu estou fazendo, é fazendo porque eu quero ajudar a senhora, inclusive, a saber quem foi o autor desse disparo. Porque eu tenho a confiança que não foi esse policial”, disse o senador.
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Ao se dirigir à mãe da menina, no entanto, Flávio confundiu os nomes e a chamou pelo nome de uma de suas próprias filhas.
A mãe de Ana Clara acompanhava o debate na plateia da Globo. Cristiane Gomes da Silva estava sentada entre a primeira-dama Janja e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ela vestia uma camiseta com a foto da menina e a frase “Justiça por Ana Clara”.
Entenda o caso
Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ). A menina brincava perto de casa com o irmão, de 2 anos, quando foi atingida durante uma ação policial.
O policial militar Bruno Dias Delaroli foi acusado pelo Ministério Público de efetuar o disparo que matou a criança. Ele responde ao processo em liberdade e nega ter sido o responsável pelo tiro.
Flávio integrou gratuitamente a defesa do policial em 2024. O senador assinou um recurso apresentado ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar reverter a decisão que determinou o julgamento de Delaroli pelo Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado.
O senador defendeu sua atuação como advogado no debate da Band, no domingo (18). Questionado por Lula, Flávio argumentou que o policial ainda não havia sido julgado e afirmou que o exercício da advocacia não poderia ser criminalizado.
O julgamento do policial foi adiado para 5 de maio de 2027. Mais de cinco anos depois da morte de Ana Clara, o caso ainda não teve uma decisão definitiva do Tribunal do Júri.
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