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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou a realização de uma acareação entre o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos. A confrontação de versões está marcada para a próxima terça-feira (30) e poderá ocorrer de forma virtual.
A decisão foi tomada de ofício pelo magistrado, sem solicitação da Polícia Federal (PF), no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB. Vorcaro deverá participar remotamente, já que cumpre prisão domiciliar em São Paulo.
Além de ouvir o banqueiro e o ex-dirigente do BRB, Toffoli convocou Ailton de Aquino, diretor do BC que, segundo as investigações, teria se mostrado mais favorável à operação de venda do Banco Master para o BRB. Outro diretor da autarquia, Renato Dias Gomes, então responsável pela área de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, teria adotado uma postura mais resistente à transação.
Em março, o BRB apresentou uma proposta para adquirir parte das ações do Banco Master. O negócio, no entanto, foi vetado pela cúpula do Banco Central em setembro. Dois meses depois, em novembro, o BC decretou a liquidação do Master e, em conjunto com a Polícia Federal, apontou indícios de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em fraudes contra o sistema financeiro.
Na última quinta-feira (18), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou estar “à disposição” do STF para prestar esclarecimentos sobre o processo que levou à liquidação do banco. Segundo ele, todas as etapas da análise foram devidamente documentadas e os dados serão encaminhados à Corte para auxiliar nas investigações.
Essa será a primeira acareação entre envolvidos no caso, embora Toffoli já tenha determinado anteriormente a oitiva de investigados e de dirigentes do Banco Central. O ministro também decretou sigilo sobre a investigação criminal que apura as fraudes do Banco Master e a tentativa de venda da instituição ao BRB e à Fictor.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de participação de dirigentes do BRB no esquema investigado. Daniel Vorcaro chegou a ser preso em novembro, mas foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Já Paulo Henrique Costa foi afastado da presidência do BRB no último dia 18.