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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA fragilizada indústria turística de Cuba sofreu novas sanções por parte dos Estados Unidos, em meio ao aumento da pressão promovido pelo governo de Donald Trump contra o regime comunista da ilha. Nesta segunda-feira (14), o Departamento de Estado americano anunciou a ampliação da lista de entidades restritas, incluindo 11 novos alvos – entre eles, o hotel Iberostar Selection La Habana, também conhecido como Torre K, o edifício mais alto do país, informou a Bloomberg.
Localizado em Havana e com 42 andares, o hotel inaugurado neste ano agora está proibido de manter qualquer relação comercial com cidadãos ou empresas dos EUA. De acordo com o governo americano, as entidades incluídas na lista operam sob controle ou em nome das Forças Armadas, dos serviços de inteligência ou de segurança cubanos.
A cadeia hoteleira espanhola Iberostar, que administra o empreendimento, não se manifestou até o momento.
As novas sanções se somam a outras medidas anunciadas na semana passada, por ocasião do quarto aniversário dos protestos em massa que ocorreram na ilha em julho de 2021. As manifestações foram duramente reprimidas, resultando em milhares de detenções – mais de 700 pessoas seguem presas, segundo organizações de direitos humanos.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel e outros líderes do regime também foram alvo de restrições de visto por parte do governo americano. “Os Estados Unidos continuarão defendendo os direitos humanos e as liberdades fundamentais do povo cubano, deixando claro que nenhum regime ilegítimo e ditatorial é bem-vindo em nosso hemisfério”, afirmou o secretário de Estado Marco Rubio, em comunicado oficial.
As medidas adotadas pela gestão Trump têm como objetivo asfixiar economicamente o governo cubano, cuja dependência da atividade turística é fundamental para a entrada de divisas no país. Enquanto boa parte do Caribe já se recuperou da crise causada pela pandemia de covid-19, Cuba continua enfrentando graves dificuldades econômicas.
Dados compilados pela Tourism Analytics mostram que o número de turistas na ilha caiu 27% nos cinco primeiros meses de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação a 2019, a queda é ainda mais expressiva: 62%.
A escassez de visitantes agrava o que especialistas consideram a pior crise econômica cubana desde o colapso da União Soviética. Enquanto Washington responsabiliza o regime autoritário pelo cenário, Havana atribui a crise às sanções econômicas prolongadas impostas pelos EUA.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reagiu às sanções com um tom desafiador. “Os EUA são capazes de impor sanções migratórias contra dirigentes revolucionários e manter uma guerra econômica prolongada e implacável contra Cuba”, declarou em publicação na rede X. “Mas não têm a capacidade de dobrar a vontade deste povo nem de seus líderes.”
Além de manter Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo, o governo Trump também tem usado organismos internacionais para aumentar a pressão. No mês passado, sob forte influência dos EUA, Rosa María Payá – filha do dissidente Oswaldo Payá, morto em 2012 – foi nomeada para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. A família de Payá questiona até hoje as circunstâncias do acidente que matou o ativista.
As recentes sanções evidenciam a retomada da política externa de linha dura contra Cuba, característica do primeiro mandato de Trump e agora reforçada com sua nova campanha.




















































