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Na tarde desta sexta-feira (07), a defesa de Monique Medeiros, ré por tortura e homicídio contra o filho Henry Borel, recorreu contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que mandou a cliente de volta para a prisão.
Monique Medeiros deve passar ainda nesta sexta por uma audiência de custódia e depois deve ser levada para o Instituto Penal Santo Expedito, em Gericinó (RJ), unidade onde ficou anteriormente custodiada.
Ao STF, os advogados de Monique afirmam que a prisão preventiva não se justifica e que só pode ser decretada em casos excepcionais.
Eles argumentam ainda que a mãe de Henry entregou o passaporte e se manteve a todo momento a disposição da Justiça, tendo inclusive se apresentado pacificamente para cumprir a nova ordem de prisão.
A defesa de Monique também disse que a nova prisão foi “pautada em falsas informações criadas pelo assistente de acusação, tendo em vista que a Sra. Monique Medeiros JAMAIS descumpriu qualquer medida cautelar imposto pelo juízo, sendo certo que está em liberdade há mais de 10 meses não havendo qualquer motivo que justifique seu retorno ao encarceramento”.
Os advogados pedem que Gilmar reconsidere a decisão ou leve o recurso para análise da Segunda Turma do STF.
Henry Borel morreu aos 4 anos no dia 8 de março de 2021. Exames de necropsia mostraram que sofreu 23 lesões no corpo e morreu por ação contundente e laceração hepática.
Henry estava no apartamento onde a mãe morava com o padrasto, na Barra da Tijuca, e foi levado por eles ao hospital, onde chegou já sem vida.






















































